Ação contra hanseníase percorre 45 mil escolas em 2,3 mil municípios

Blog da Saúde - 10/08/2015

Ministério da Saúde lança terceira campanha contra doença nesta segunda. Meta do governo é avaliar 8 milhões de estudantes entre 5 e 14 anos.
O Ministério da Saúde iniciou nesta segunda-feira (10) a terceira edição da Campanha Nacional de Hanseníase, Geo-helmintíases e Tracoma. Agentes comunitários de saúde e equipes do Programa Saúde da Família vão percorrer 45 mil escolas em 2.300 municípios brasileiros para diagnosticar e tratar hanseníase, tracoma e verminose em alunos de 5 a 14 anos.

A meta do governo é avaliar cerca de 8 milhões de crianças e adolescentes. Os profissionais vão identificar alunos com sinais e sintomas da doença. Casos suspeitos serão encaminhados à rede básica de saúde para confirmação e início do tratamento.

Durante as visitas das equipes, serão distribuídas fichas de autoimagem com desenhos do corpo humano. Os profissionais vão marcar os locais onde há qualquer tipo de mancha na pele.

Segundo o ministério, o trabalho vai permitir diagnosticar outros casos da doença, na família do estudante. “Quando uma criança está com hanseníase, significa que alguém do convívio dela também esteja. Razão pela qual, os profissionais de saúde também vão examinar familiares e outras pessoas do mesmo convívio. A hanseníase tem cura e a transmissão é interrompida já no início do tratamento”, afirma o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Antônio Nardis.

Diminuição de casos
O Ministério da Saúde informou que a taxa de prevalência de hanseníase passou de 1,71 pessoas em tratamento por 10 mil habitantes, em 2004, para 1,27 por 10 mil habitantes, em 2013. A pasta credita o resultado às ações e campanhas para erradicação da doença.

Quando a taxa de incidência está próxima de 1 por 10 mil habitantes, recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), significa que a doença está sob controle na saúde pública.

No ano passado, o Brasil teve 31 mil novos casos de hanseníase (detecção de 15,32 registros para cada grupo de 100 mil habitantes). Em 2004, foram 50,5 mil casos por 100 mil habitantes (28,25/100 mil).

Em pacientes com menos de 15 anos, foram 2.341 casos no ano passado. Em 2004, os registros totalizaram 4.075 detecções, segundo o governo. Os estados com mais casos foram Rondônia, Pará, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

Edição 2014
Na campanha realizada no ano passado, foram distribuídas 5,6 milhões de fichas de autoimagem aos estudantes, com 4,1 milhões de respostas. Deste total, 231.247 alunos foram encaminhados para as unidades de saúde (5,6%). Após os exames, 354 crianças e adolescentes foram diagnosticados com hanseníase.

Pessoas do convívio dos estudantes diagnosticados com a doença foram registrados e examinados. Foram 73 contatos avaliados, entre aqueles que dividiam domicílio com os alunos.

Na campanha de 2014, os estados do Pará, Mato Grosso, Maranhão, Bahia e Pernambuco responderam por 80% do total de diagnósticos positivos de hanseníase. Também foram tratados 4.754.092 alunos com verminoses, e 25.173 estudantes foram diagnosticados para tracoma.

Hanseníase
A hanseníase é uma doença transmissível que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. Os primeiros sintomas geralmente aparecem de dois a sete anos após a infecção da pessoa pela bactéria Mycobacterium leprae.

A transmissão se dá por meio de espirros e tosses, por exemplo, de uma pessoa doente e sem tratamento. O contágio não é possível por abraços e apertos de mão. Também não é necessário separar roupas, pratos, talheres e copos do infectado em casa. O tratamento é gratuito e inclui coquetel de antibióticos, podendo durar até um ano e meio.

Sintomas
Os principais sintomas da hanseníase são manchas avermelhadas, esbranquiçadas ou amarronzadas no corpo, com diminuição ou perda de sensibilidade ao calor, ao tato e à dor; caroços avermelhados às vezes doloridos; sensação de choque com fisgadas ao longo dos braços e pernas; áreas com diminuição de pelos e suor; e o engrossamento do nervo que passa pelo cotovelo, levando a uma perda da força do quinto dedo da mão.

Unidades: Centro | Madureira | Niterói | Tijuca. Consultas com hora marcada.
Central de Marcação de Consultas: (21) 3515-0808